As eleições legislativas nos EUA e a estabilidade de Trump

As análises da grande mídia apontavam para uma vitória acachapante dos democratas nas midterms (eleições de meio de mandato), mas como já virou rotina, as análises erraram novamente.

Segue comentário do analista político e secretário de assuntos internacionais do PSL, Filipe G. Martins:

“Ando um pouco ocupado e, infelizmente, não pude acompanhar as midterms americanas com a devida atenção. Contudo, apesar do resultado de ontem, que deu a maioria para os democratas na Câmara, eu diria que a noite foi positiva para o Presidente Donald Trump.

O que os democratas e os especialistas diziam que seria uma grande “onda azul” não passou de uma marolinha. Apesar de terem investido mais de um bilhão de dólares, a maior quantia já investida em uma midterm, os democratas não conseguiram a vitória arrasadora que esperavam.

Os democratas acreditavam que o Presidente Donald Trump tinha uma impopularidade histórica e que isso ficaria demonstrado pelas midterms. Nada mais distante disso: os democratas conseguiram apenas uma maioria marginal na Câmara e sequer chegaram perto de uma maioria no Senado.

Em 2010, o Tea Party organizou uma reação contra Barack Obama, derrotando os democratas nas duas casas. Obama perdeu 6 assentos no Senado e 63 assentos na Câmara, a derrota mais humilhante da história recente dos EUA e uma das mais humilhantes da história.

Obama era impopular; histórica e desproporcionalmente impopular, a despeito de tudo o que a mídia dizia de positivo a seu respeito. Do mesmo modo, o que o resultado de ontem –com uma derrota marginal, abaixo da média histórica– revela é que Trump continua altamente popular.

Historicamente, o partido do presidente tende a perder nas midterms. Nas últimas 21 midterms, o partido do presidente perdeu uma média de 35 assentos na Câmara e uma média de 4 no Senado.O GOP, sob a liderança de Trump, deve perder 26 na Câmara e ganhar pelo menos 3 no Senado.

As disputas para os governos estaduais também foram positivas para os republicanos em estados importantes: Flórida (Ron DeSantis), Ohio (Mike Dewine), Georgia (Brian Kemp), Dakota do Sul (Kristi Noem). A grande decepção foi a derrota de Kris Kobach no Kansas.

Por tudo isso, podemos dizer que o Presidente Donald Trump conteve o tsunami democrata que havia sido prometido pelos especialistas, perdendo apenas uma das disputas em que ele se envolveu diretamente, dedicando tempo e energia — a disputa para governador no Kansas.

E, para o Brasil e para Bolsonaro, esse resultado pode ser muito positivo: sem a maioria na Câmara, Trump deve se reposicionar e pisar fundo no acelerador quando o assunto é política externa, que depende pouco da Câmara, e com isso intensificar a aproximação com o Brasil.”

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